Atividades nos espaços abertos públicos: edificações com diferentes recuos frontais, níveis de permeabilidade e usos

Autores

Palavras-chave:

Atividades no espaço aberto público, Diferentes recuos, Níveis de permeabilidade visual, Níveis de permeabilidade funcional, Usos nos térreos

Resumo

Este artigo investiga os efeitos de edificações com diferentes recuos frontais, níveis de permeabilidade visual e funcional e usos nos térreos, na intensidade de atividades opcionais e necessárias, em movimento e estacionárias nos espaços abertos públicos. O estudo foi realizado em sete quadras no Bairro Cidade Baixa, Porto Alegre, RS, selecionadas com base nas seguintes características: predominância de edificações no alinhamento frontal do lote e de edificações recuadas em relação a ele; e térreos predominantemente residenciais e não residenciais. Os dados foram coletados mediante observações comportamentais, levantamentos físicos e aplicação de questionários respondidos por 194 moradores das sete quadras, e analisados no programa SPSS/PC. Os resultados revelam que quadras com térreos com uso predominantemente não residencial e com maior diversidade de usos, localizados junto à calçada e com portas e janelas para a calçada tendem a atrair maior quantidade de pessoas para o espaço aberto público. Ainda, todas as atividades opcionais, em pé e sentadas, e quase todas as necessárias nesse tipo de quadra, independentemente do período, são maiores do que nas demais quadras analisadas.

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Biografia do Autor

Chrystiane Knapp, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos – UNISINOS (2011). É mestranda do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Foi professora de Desenho I e II de Técnicas de Representação Arquitetônica, na mesma universidade (UFRGS). Tem interesse nos seguintes temas: planejamento urbano e regional, percepção ambiental, desenvolvimento urbano, comportamento de mobilidade, mobilidade urbana, caminhabilidade (walkability).

Gabriela Costa da Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel; 2014), mestrado pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU) da Universidade Federal de Pelotas (2016).  Atualmente é doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional (PROPUR) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  Tem interesse nos seguintes temas: planejamento urbano e regional, percepção ambiental, desenvolvimento urbano, reestruturação urbana, megaeventos esportivos.

Antônio Tarcísio da Luz Reis, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS; 1980), doutorado na Post-Graduate Research School - Oxford Brookes University (1992) e pós-doutorado na University of Sydney (2003).  Atualmente é professor titular da Faculdade de Arquitetura e do PROPUR (Programa de Pós-Graduação em Planejamento Urbano e Regional) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), pesquisador e consultor do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.  Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase nos seguintes temas: análise e avaliação espacial, percepção ambiental, projeto urbano e habitacional, avaliação pós-ocupação, segurança urbana e estética.

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Publicado

2021-11-01

Edição

Seção

Artigos