Análise da fluência por compressão no isolamento ao ruído de impacto de placas cimentícias com resíduo de EVA

Autores

  • Fabianne Azevedo dos Santos Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Aluísio Braz de Melo Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Roberto Leal Pimentel Universidade Federal da Paraíba (UFPB)
  • Maria Fernanda de Oliveira Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)

Palavras-chave:

Material resiliente, Fluência, Ruído de Impacto, Rigidez dinâmica.

Resumo

Os ruídos de impacto nas edificações multipavimentos são reduzidos com a execução de piso flutuante, caracterizado pela inclusão de um material resiliente entre o contrapiso e a laje. Nesse estudo, buscou-se avaliar a influência da compressão desse material no desempenho acústico do sistema. Dois materiais resilientes foram comparados, um produzido em laboratório (placas cimentícias com resíduos EVA – PEVA1,8), e outro comercial (manta recicladas de resíduos PET – MantaPET). As medições visando relacionar a rigidez dinâmica dos materiais e o desempenho acústico ocorreram em três anos. Adicionalmente, foram feitas estimativas de comportamento para dez anos, baseando-se em modelos teóricos e teste de fluência à compressão. Enquanto a PEVA1,8 apresentou redução em sua rigidez dinâmica (20,0 MN/m³ para 17,7 MN/m³) ao longo do tempo, a MantaPET teve aumento nesse parâmetro (2,0 MN/m³ para 3,5 MN/m³), porém ambas mantiveram o desempenho intermediário (conforme NBR 15575-3:2013) ao ruído de impacto, com L’nT,w igual a 60 dB e 56 dB em um piso de testes respectivamente. As estimativas para dez anos indicaram deformação menor para PEVA1,8 (3,42%) comparativamente à MantaPET (20,15%) e confirmaram a tendência de variação distinta na rigidez dinâmica, sem comprometimento do desempenho acústico desses materiais.

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Publicado

2021-11-01

Edição

Seção

Artigos