Efeito barreira em cidades médias brasileiras: o caso de viagens não motorizadas em São Carlos, SP

Mylena Cristine Rodrigues de Jesus, Daniela Vanessa Rodriguez Lara, Antônio Nélson Rodrigues da Silva

Resumo


Sistemas de transporte visam melhorar as condições de mobilidade. Podem, no entanto, provocar efeitos negativos sobre os deslocamentos, como é o caso do efeito barreira. O objetivo deste estudo é avaliar se uma via urbana se constitui em uma barreira para deslocamentos a pé, bem como identificar variáveis que alteram a percepção dos pedestres sobre esse efeito. A via estudada, localizada em uma cidade média (São Carlos, SP), apresenta intenso tráfego motorizado. Um questionário foi utilizado para identificar características pessoais (idade, renda, etc.) e padrões de viagens e mobilidade (dificuldades de caminhar, percepções sobre o tráfego, etc.). Os dados de 103 respondentes foram examinados com o teste Qui-quadrado de independência, em busca de evidências de associações entre as dificuldades enfrentadas pelos entrevistados ao andar a pé e suas características individuais e percepções do efeito barreira. No caso da percepção do efeito barreira devido à velocidade e ao volume de tráfego, há evidências de associação entre os trechos que exigem esforço físico excessivo, ruas muito largas e poluição sonora ou do ar. Assim, a via analisada representa, em alguns aspectos, uma barreira aos deslocamentos a pé.


Palavras-chave


Efeito Barreira; Separação da Comunidade; Pedestres; Infraestrutura de Transporte; Modos não-motorizados.

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