Complexidade, leis de escala urbana e perdas na distribuição de água potável: análise da rede de cidades do sul do Brasil

Júlio Celso Borello Vargas, Bárbara Brzezinski Azevedo

Resumo


O fornecimento de água potável às populações urbanas sofre com perdas derivadas de vazamentos e uso não autorizado. Esse subproduto da urbanização é notavelmente maior em cidades grandes, o que sugere a presença de mecanismos sociotécnicos complexos cujo comportamento se torna aparentemente imprevisível à medida que aumenta a população. Com o objetivo de verificar essa hipótese e encontrar regularidades quantitativas entre o tamanho das cidades, o tamanho dos sistemas de distribuição e as perdas, analisamos a rede de municípios do sul do Brasil a partir de pressupostos e ferramentas da “Nova Ciência das Cidades”. Encontramos distribuições estatísticas hierarquizadas típicas de sistemas complexos naturais, bem como regimes de escala não lineares entre a população e indicadores selecionados: potência com expoente < 1 para o tamanho da rede (extensão, no de ligações, volume produzido) e > 1 para o volume de perdas. As perdas apresentaram volume per capita com “retornos crescentes” comparáveis a produtos típicos da atividade social como diplomas universitários ou depósitos bancários. Isso sugere certo grau de previsibilidade em nível regional, oferecendo uma visão complementar do problema e uma nova contribuição às políticas de fornecimento de água nas cidades brasileiras.


Palavras-chave


Complexidade; Rede Urbana; Sistemas de Abastecimento de Água; Perdas na Distribuição; Leis de Escala Urbanas

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