Leucoplasia bucal: considerações a respeito do tratamento e do prognóstico

Eduardo Madruga Lombardo, Michelle Roxo Gonçalves, Marcus Vinícius Reis Só, Marco Antônio Trevizani Martins, Vinícius Coelho Carrard

Resumo


Leucoplasia bucal é uma mancha ou placa predominantemente branca, não-removível por raspagem, que não pode ser caracterizada como nenhuma outra lesão. Seu principal fator de risco é o tabaco. Qualquer região da mucosa pode ser afetada e as lesões apresentam potencial de malignização. Diversas formas de tratamento estão disponíveis, sendo a excisão cirúrgica com bisturi a mais utilizada. Objetivo: realizar uma revisão de literatura a respeito dos tratamentos disponíveis e prognóstico da leucoplasia. Resultados: além da excisão cirúrgica convencional, tratamentos cirúrgicos alternativos como a vaporização da lesão pela aplicação de laser de dióxido de carbono e a criocirurgia vêm se difundindo. Os tratamentos não-cirúrgicos envolvem a aplicação de retinóides, beta-caroteno, bleomicina ou de outros fármacos, relacionados com a terapia fotodinâmica. A escolha do tipo de tratamento a ser empregado se baseia na experiência clínica do profissional, tamanho da lesão e julgamento crítico da relação custo-benefício. Conclusão: a maior experiência clínica e a possibilidade de avaliação microscópica de toda peça cirúrgica favorecem a utilização da remoção cirúrgica convencional. Contudo, é importante destacar que a remoção de toda lesão não descarta a possibilidade de recorrência e de malignização, as quais ocorrem de forma imprevisível, independentemente do tratamento escolhido. Portando, os pacientes com leucoplasia bucal devem ser submetidos a um rígido programa de acompanhamento clínico periódico, favorecendo a identificação precoce da ocorrência de transformação maligna.

Palavras-chave


doenças da boca, diagnóstico bucal e leucoplasia bucal

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DOI: https://doi.org/10.22456/2177-0018.44770

e-ISSN 2177-0018 / ISSN 0566-1854