Perfil de acadêmicos de Odontologia sobre biossegurança

Juan Érico de Xerez, Hugo Costa Neto, Francisco Lopes Júnior, Conceição Aparecida Maia, Hébel Cavalcanti Galvão, Manuel Antonio Gordón-Núñez

Resumo


A formação do profissional da Odontologia requer preparo e esclarecimento quanto ao uso das medidas universais de biossegurança em virtude da exposição a agentes infectocontagiosos. Este estudo descritivo teve como objetivo avaliar o nível de conhecimento de uma população de acadêmicos de Odontologia a respeito de biossegurança, além de identificar as dúvidas mais frequentes sobre medidas preventivas no ambiente odontológico e avaliar o interesse desses acadêmicos em relação ao tema biossegurança. A amostra foi constituída por 358 alunos de três universidades. Foi aplicado um questionário contendo perguntas objetivas e subjetivas em alunos dos 1º, 5º e últimos períodos. Observou-se que 92.6% dos alunos conheciam o significado de biossegurança e 92.3% relatou o uso de EPI pelo seu CD e para o paciente. Frente a um atendimento na clínica, 291 (82.7%) alunos responderam que saberiam se cuidar e 59 (16.8%) que não, sendo 94.9% destes últimos, alunos do primeiro período. Entre os alunos do primeiro período, 38.4% responderam não ser importante considerar o paciente como potencial portador de doença. Conclui-se que, é importante ministrar conteúdos básicos sobre biossegurança nos períodos pré-clínicos, visando a entrada dos alunos às atividades clínicas com maior segurança. Ressalta-se ainda a importância da fiscalização e atualização periódicas de práticas, e conhecimentos das medidas preventivas adequadas que permitam o exercício de atividades acadêmicas em segurança em todos os períodos do curso.

Palavras-chave


Odontologia; Biossegurança; Controle de infecções; Estudantes

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2177-0018.31231

e-ISSN 2177-0018 / ISSN 0566-1854