Pintura e nacionalidade segundo Gilda de Mello e Souza

Ricardo Fabbrini

Resumo


O artigo analisa os ensaios sobre pintura de Gilda de Mello e Souza publicados, originalmente, nos anos 1970 e 1980. Destaca sua crítica à ideia de processo formativo da pintura moderna brasileira, entendido como uma linha evolutiva que teria numa extremidade Almeida Junior, e na outra, Tarsila do Amaral. Enfatiza-se que para a compreensão desse processo de formação de uma pintura de cunho nacional seria preciso, segundo a autora, evidenciar como nossos artistas aclimataram no curso do tempo os esquemas perceptivos europeus atribuindo-lhes coloração local. Ressalta-se, ainda, que Gilda de Mello e Souza voltou-se também para a pintura dos anos 1970 e 1980 de João Câmara Filho, Gregório Gruber e Rita Loureiro, que, indiferente à questão do nacionalismo modernista, figurava no entanto, a dita realidade brasileira. Por fim, o artigo enfatiza a perícia da autora na apreensão dos detalhes reveladores de cada obra, próxima do método indiciário, na tradição de Aby Warburg, cultivado pela geração de críticos dos anos 1940 do grupo Clima, como Antonio Candido e Paulo Emilio Salles Gomes

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