A integração das artes no modernismo baiano: arte e política no discurso da “baianidade”

Neila Dourado Gonçalves Maciel

Resumo


A proposta deste artigo é levantar alguns questionamentos sobre o discurso estético e político da “baianidade”, cuja elaboração se deu por variados agentes culturais, entre os quais as artes plásticas e a arquitetura. Nosso interesse se concentra na produção modernista da chamada “integração das artes”, na cidade de Salvador, sobretudo, no período dos anos 50 a 70, do século XX. Trata-se de um recorte de uma pesquisa mais ampla, cujos desdobramentos apontam uma produção visual apadrinhada pelo poder público e assimilada pela elite econômica soteropolitana, detentora das instâncias de legitimação, reprodução e manipulação de uma “imagem da Bahia” que serviu a interesses bem definidos como capital econômico e simbólico, segundo Bourdieu, principal referencial teórico dessa análise.   



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