Nas ruínas de Cabul: a menina, o fotógrafo e o pintor

Luzia Renata da Silva

Resumo


O texto apresenta uma reflexão sobre o processo criativo do artista Arthur Omar na elaboração da obra Menina do brinco de pérola[i] uma instalação que aproxima dois retratos distantes no tempo e no espaço; a pintura barroca Moça com brinco de pérola, de Johannes Vermeer, século XVII, e o retrato de uma menina afegã que, no ano de 2002, brincava em um cemitério sufi nos arredores de Cabul. A partir dessa obra, pensaremos algumas relações entre a prática artística e a reflexão teórica implicadas no exercício do anacronismo como possibilidade de ultrapassamento da linha evolucionista da história da arte, de modo que no processo dessa escrita, nos aliamos a autores que propõem uma ruptura com o modelo historicista de se pensar as imagens da arte. Nessa perspectiva, Didi-Huberman tornou-se um autor chave para compormos esse texto que conversa ainda com Jacques Derrida, Giorgio Agamben, Walter Benjamin e Aby Warburg

[i] A obra que analisaremos é a instalação proposta na exposição Zooprismas no ano de 2006.


Palavras-chave


anacronismo, fotografia, Arthur Omar

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