A fotografia como paradoxo da superfície

Ruth Sousa

Resumo


Este texto propõe uma análise filosófica de alguns aspectos da linguagem fotográfica, opondo a leitura realizada por Rouillé em La photographie à filosofia de Gilles Deleuze em A lógica do Sentido. Ao justapor elementos da filosofia deleuziana à fotografia, os procedimentos artísticos envolvidos na sua construção e apresentação são lidos como estratos filosóficos: A oposição entre profundidade e superfície, e as relações de sentido que esta implica; A construção de paradoxos por excesso de sentidos; a oposição entre modelo e cópia e entre verdadeiro e falso; a inversão entre causa e efeito, a perda da identidade. Neste percurso de reflexão, chega-se à concepção de superfície como pensamento e este é compreendido sob a problemática do paradoxo.

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