Flexibilização da taxa de câmbio e reforma das instituições de Bretton Woods: a articulação do agrupamento BRICS em suas cúpulas internas e no G20 Financeiro

Edgard Carneiro Vieira

Resumo


A pesquisa teve como intuito compreender a articulação do grupo BRICS com relação à flexibilização da taxa de câmbio e à reforma da distribuição de quotas nas Instituições de Bretton Woods, durante as cúpulas do agrupamento e nas reuniões do G20 Financeiro entre 2008 e 2012. Para tanto, utilizou-se os conceitos de cooperação, harmonia e discórdia presentes na obra After Hegemony (1984) de Robert Keohane. A partir deles e da análise de documentos oficiais, concluiu-se que mesmo a China, país mais resistente do grupo à flexibilização da taxa de câmbio, cooperou nesse tema no âmbito do G20. Com relação às reformas das instituições de Bretton Woods, percebe-se uma harmonia intra-BRICS e uma cooperação com os demais membros do G20, prejudicada pela resistência do congresso norte-americano em autorizar a efetivação da proposta de reforma do Fundo Monetário Internacional de 2010.

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