Política Nuclear Brasileira no Governo Geisel: da Cooperação Internacional a Fissuras Domésticas

Igor Estima Sardo, Henrique Selmo Rael, João Pedro Mascarello Funck, Matheus Bach

Resumo


Este artigo tem por objetivo geral a compreensão acerca da história da política nuclear brasileira, especialmente nos marcos da política externa, tendo como objetivo específico traçar um paralelo entre a política nuclear brasileira, autonomia no contexto internacional e fissuras no regime militar. Pergunta-se se a política nuclear de Geisel deu continuidade ao projeto de política externa independente e se, indiretamente, contribuiu para a derrocada do regime militar. Desta forma, para sustentar a tese deste trabalho, buscar-se-á fazer breve evolução da política externa brasileira a respeito do desenvolvimento nuclear (1930-1974) até o período Geisel, no qual a política nuclear atinge seu ápice de controvérsias domésticas e internacionais, com a publicação do Livro Branco, em 1977, a respeito da política de defesa pacífica e com o início da CPI das relações entre Brasil e Alemanha Ocidental sobre cooperação nuclear em 1978. Sendo assim, o problema de pesquisa a respeito da dicotomia das relações domésticas e internacionais do regime militar poderia ser elucidado pelo momento crítico da política nuclear brasileira, durante o Governo Geisel.

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