Aborto provocado na dolescência: quem o praticou na cidade de Maceió, Alagoas, Brazil

Divanise Suruagy Correia, Vera Grácia Neumann Monteiro, Eryvaldo Sócrates Tabosa Egito, Eulália Maria Chaves Maia

Resumo


O objetivo deste estudo quantitativo, transversal foi caracterizar adolescentes do sexo feminino, dos 12 aos 19 anos de idade, que provocaram o aborto. Estudou-se uma amostra aleatória representativa de 2592 jovens, em Maceió, em 2005, encontrando-se 149 abortamentos. A maioria das jovens que abortou não trabalhava (81,9%), morava com ambos os pais (85%), era solteira (85,2%), estudava em escola pública (69,8%) e o nível médio (70,5%). A maioria delas abortou uma vez (93%), destacando se 8,5%, que abortaram duas e 2,6% quatro vezes, dados que mostram a inadequação da atenção à saúde reprodutiva da adolescente. Para abortar 63,8% delas recebeu apoio, 83,9% não apresentou complicação física, e 89,3% não se internou. Conclui-se que as adolescentes estudadas estão engravidando, continuando na escola, buscam o aborto como solução para gravidez não planejada e a não internação pós-aborto, contribuem para as subestatísticas. Descritores: adolescência, sexualidade, gravidez, aborto.


Palavras-chave


adolescência, sexualidade, gravidez, aborto

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ISSN 0102-6933 E-ISSN 1983-1447