IDOSOS E REDES SOCIAIS DIGITAIS: UM ESTUDO EXPLORATÓRIO

Barbara Frigini De Marchi, Claudia Broetto Rossetti, Larissy Alves Cotonhoto

Resumo


Considerando os fenômenos do envelhecimento populacional e da
crescente popularização das novas tecnologias, este artigo buscou
investigar aspectos afetivos e cognitivos envolvidos na compreensão
e utilização de redes sociais digitais (RSD) por idosos. Para tanto,
contou com a participação de 26 pessoas, com idades entre 65 e 74
anos, com perfis ativos em RSD, a partir de amostra de conveniência.
Essas foram entrevistadas individualmente, tendo por referência o
método clínico piagetiano. Os dados coletados foram submetidos à
análise de conteúdo, priorizando-se a leitura qualitativa. Os resultados indicaram que os idosos, apesar de não pertencerem a uma geração nativa das atuais tecnologias e terem dificuldades para conceituar as RSD, estão ativos e participativos nelas, especialmente no Whats-App. Demonstraram também que os idosos começaram a utilizar tais ferramentas a partir do incentivo de familiares, de necessidades de trabalho e comunicação e, ainda, de interesse em sentirem-se pertencentes ao contexto social contemporâneo. Verificou-se que o uso de RSD pode contribuir para a promoção do desenvolvimento nessa etapa da vida, por meio da autovalorização e de um processo ativo de conhecimento. Tais aspectos reforçam, portanto, a premissa de Piaget no que tange à continuidade do desenvolvimento humano, de forma ativa e dinâmica, mesmo entre os mais velhos. Espera-se com este estudo contribuir para outras investigações com foco na velhice e nas novas tecnologias a partir da perspectiva da Psicologia do Desenvolvimento.


Palavras-chave


idosos; redes sociais digitais; afetividade; cognição.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/2316-2171.94447

Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. ISSN: 1517-2473 (impresso) e 2316-2171 (eletrônico)
Qualis Capes 2019, A3