REPRESENTAÇÕES SOCIAIS SOBRE FRAGILIDADE: CONCEPÇÕES DE IDOSOS NA ATENÇÃO BÁSICA DE SAÚDE

Ludgleydson Fernandes de Araújo, Cecília Maria Gonçalves de Carvalho, Carla Cristina Carvalho Fonseca Meneses

Resumo


O objetivo desta pesquisa é investigar como os idosos atendidos em uma unidade geriátrica da atenção básica de saúde em Teresina, Piauí, compreendem as questões relativas a fragilidade na perspectiva da velhice. Trata-se de um estudo transversal envolvendo 179 idosos, ambos os sexos, idades entre 65 e 91 anos. Os dados foram coletados pela Técnica de Associação Livre de Palavras com os estímulos indutores: “idoso frágil”, “fragilidade” e “fraqueza muscular”, sendo que os indivíduos deveriam evocar 5 palavras em um tempo de 3 minutos e em seguida hierarquizá-las. O material coletado na entrevista foi categorizado e analisado pela técnica de redes semânticas: tamanho da rede (TR), núcleo da rede (NR), peso semântico (PS) e distância semântica quantitativa (DSQ). Os termos mais mencionados foram: ajuda, dependente e cansaço. Constatou-se que estes idosos tinham pouco conhecimento sobre fragilidade, o que delimitou as respostas acerca das representações sociais sobre os estímulos indutores. Espera-se que estes dados possam auxiliar na elaboração e implementação de atividades educativas em saúde com o escopo de prevenir a fragilidade na velhice.


Palavras-chave


Idoso; fragilidade; representações sociais

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Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. ISSN: 1517-2473 (impresso) e 2316-2171 (eletrônico)
Qualis Capes 2016, área interdisciplinar: B2