CAPACIDADE FUNCIONAL E PERCEPÇÃO DO BEM-ESTAR DE IDOSAS DAS ACADEMIAS DA TERCEIRA IDADE

Daniel Vicentini de Oliveira, Alessandro Souza de Oliveira, Ana Paula Serra de Araújo, José Roberto Andrade do Nascimento Júnior

Resumo


A velhice bem-sucedida envolve, dentre inúmeros fatores, a independência e a boa percepção de bem-estar. O objetivo deste artigo é avaliar a capacidade funcional e a percepção de bem-estar de idosas praticantes de exercícios físicos nas academias da terceira idade (ATI). Foram avaliadas 42 idosas praticantes de exercícios físicos nas ATI. Foi utilizado o protocolo intitulado “Ficha de Auto-Avaliação da Capacidade Funcional” a Escala de Auto-Percepção de Bem-estar. A média da autoavaliação da capacidade funcional foi de 17,2±0,9, variando os escores entre 15 a 18 pontos, ou seja, todas as idosas se autoclassificaram com a capacidade funcional alta. Sobre a percepção do bem-estar, idosas obtiveram uma média em pontos de 49,5±6,6, com escore mínimo de 34 e máximo de 58, classificando-as também com escores máximos. Conclui-se que é alta a capacidade funcional e a percepção de bem-estar de idosas praticantes de exercícios físicos nas ATI.


Palavras-chave


Atividade Física. Envelhecimento. Independência. Promoção da Saúde.

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Estudos Interdisciplinares sobre o Envelhecimento. ISSN: 1517-2473 (impresso) e 2316-2171 (eletrônico)
Qualis Capes 2016, área interdisciplinar: B2