Desempenho do modelo estocástico de média-variância para o mercado brasileiro de ações

Henrique Helfer Hoeltgebaum, Tiago Pascoal Filomena, Denis Borenstein, Miguel Lejeune, Flávio Augusto Ziegelmann

Resumo


Os modelos de média-variância de otimização de carteira apresentam questionamentos em relação ao seu efetivo desempenho devido ao chamado erro de estimação. Em conseqüência, a otimização estocástica vêm aumentando sua importância devido à possibilidade da inclusão da incerteza na estimativa dos parâmetros. Neste estudo foi avaliado o desempenho do modelo de otimização de carteira proposto por Bonami e Lejeune (2009) e reformulado por Filomena e Lejeune (2011a) no mercado brasileiro de ações. Ambos os modelos podem ser caracterizados como versões probabilísticas do modelo clássico de média-variância proposto por Markowitz (1952). O modelo de Filomena e Lejeune (2011a) apresentou desempenho médio superior aos benchmarks IBRX-50 e IBOVESPA. No entanto, o mesmo apresentou resultados viáveis em apenas 12,5% dos 64 cenários de teste. Embora isto possa ser considerada inicialmente uma limitação do modelo (o qual poderia ser melhorada com uma reavaliação de alguns parâmetros), também pode ser analisada como um benefício para os investidores, pois oferece pontos de entrada e saída do mercado de ações.

Palavras-chave


estocástico; finanças; otimização; carteira; média-variância

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DOI: https://doi.org/10.22456/1983-8026.25034