Medida qualitativa de cor e de iluminantes baseada na percepção humana

Fabiana R Leta, Márcia P. Velloso

Resumo


Com o desenvolvimento da propaganda, a cor passou a ser um diferencial tanto para o reconhecimento de uma dada marca, como para a sensação de um bom produto. As indústrias e companhias precisam garantir a qualidade de seus produtos e serviços, e neste contexto observa-se a necessidade de expressar apropriadamente a cor dos produtos. Dentre os muitos itens a serem controlados, pode-se distinguir a qualidade da cor do produto e conseqüentemente a percepção apropriada desta para o consumidor. De fato, em muitos casos nota-se uma grande diferença entre as cores projetadas, as cores produzidas e as cores percebidas pelos usuários finais. A
indústria deve ser capaz de atender às expectativas do consumidor quanto à percepção, garantindo a constância das cores de seus produtos. Este assunto preocupa vários setores industriais tais como: automobilístico, manufatureiro, têxtil, de mobiliário urbano e doméstico, de alimentação, de artes cênicas e gráficas, de tintas, cosméticos etc; sendo, além disso, importante para qualquer setor que pretenda desenvolver produtos que dependam de apelos visuais. A proposta deste artigo é apresentar uma metodologia para estudar como o ser humano percebe e expressa as características de cores dos produtos em situações reais. Este trabalho avalia diferentes cores sob diferentes fontes de iluminação. Com a obtenção futura de medidas quantitativas, tornarse-á possível criar um modelo de percepção de cor pelo ser humano em produtos comerciais. Neste contexto, este artigo apresenta alguns resultados de uma pesquisa em percepção de cores. Os resultados apresentados
podem ajudar projetistas a ajustar a cor de seus produtos de acordo com esta percepção.

Palavras-chave


percepção de cor; iluminação; calorimetria.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1983-8026.1430