Tensionamentos entre religião, erotismo e arte: o Martírio de São Sebastião

Alexandre Santos

Resumo


Este artigo propõe uma reflexão sobre o Martírio de São Sebastião, tema que mescla a prática religiosa e o prazer erótico. O pressuposto de Georges Bataille de que a religiosidade e o erotismo são construções culturais complementares na busca da superação da finitude e da descontinuidade entre os seres humanos se amplia no que concerne à presença de São Sebastião na arte contemporânea relacionada à imagem fotográfica. O culto implícito à sensualidade do santo soldado na pintura renascentista e barroca torna-se apropriação explícita na iconografia homoerótica no século XX, como se percebe nas traduções do tema assumidamente biográficas nas fotografias performáticas de Yukio Mishima e Luigi Ontani e no filme "Sebastiane", de Derek Jarman.

Palavras-chave


Erotismo. Religiosidade. São Sebastião. Fotografia. Cinema.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2179-8001.73708

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PORTO ARTE: e-ISSN 2179-8001


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