Micha Ullman: escavar, revolver, lembrar

Leila Danziger

Resumo


O ensaio apresenta a obra do artista israelense Micha Ullman. Seu apego ao solo ganha forma em escavações que afirmam a nova realidade das práticas (anti)monumentais a partir da segunda metade do século XX, que conduzem nosso olhar a um movimento descendente, levando-nos a tomar consciência das complexas relações entre subterrâneo e superfície, memória e esquecimento. A obra de Ullman confere forma à memória traumática, que dificilmente se integra à vida, e faz surgir inscrições, grutas, criptas escavadas no espaço urbano e na história. Ullman ativa um novo eixo de operações artísticas – a partir do Oriente Médio –, criando relações tensas e necessárias com o Ocidente. No texto, são feitas aproximações entre Ullman e Hélio Oiticica, assim como à poesia de Paul Celan.

Palavras-chave


Arte contemporânea; terra; monumento; memória.

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DOI: https://doi.org/10.22456/2179-8001.23331

Direitos autorais 2011 Leila Danziger

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PORTO ARTE: e-ISSN 2179-8001


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