Alice e os Paradoxos da Escrita Acadêmica

Renata Fischer da Silveira Kroeff, Jéssica Prudente

Resumo


O texto aborda a escrita acadêmica como experiência agonística. Utilizamos o recurso da ficção como estratégia para compor uma narrativa que visa a incidir nos modos de produção de verdades, por meio da convocação de afetos que transcendam o conteúdo da escrita. A experiência agonística é discutida pela personagem Alice, por meio da problematização de três paradoxos: o aspecto informativo e experiencial da escrita na constituição das políticas de produção, o engendramento entre virtualidade e atualização nos processos de subjetivação e a presença-ausente do autor na produção de autoria. Uma posição ético-estético-política é tecida a partir da problematização desses elementos, apostando na potência de um texto-experimentação para provocar fissuras nos modos de produção de conhecimento no âmbito acadêmico.


Palavras-chave


escrita acadêmica, ficção, paradoxo, agonística, processos de subjetivação

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DOI: https://doi.org/10.22456/2238-152X.92289

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