Políticas Cognitivas: Ontologias da Autoconsciência

Autores

  • Carlos Baum PPG Psicologia Social e Institucional UFRGS
  • Cleci Maraschin

DOI:

https://doi.org/10.22456/2238-152X.86535

Resumo

Neste texto a discussão é feita considerando as proposições a cerca de políticas cognitivas, compreendendo que a representação pode ser alcançada através de diferentes agenciamentos que distribuem de maneira diversa os atores envolvidos. Exploramos três políticas diferentes para compor, representar e reconhecer um processo cognitivo, a autoconsciência. 1) Uma política de mensuração, performada pela psicologia experimental, principalmente através da aplicação de testes psicológicos; 2) Uma política de simulação, resultado da atuação das neurociências a partir de processos de imageamento cerebral com tecnologias digitais e 3) Um política de metamorfose constituída nas práticas de pesquisa-intervenção. A metodologia desse processo segue a sugestão de Mol (2002), e investiga as sessões de métodos, materiais e procedimentos em artigos científicos. Essas sessões especificam o tanto quanto possível as práticas de investigação, o que reforça a ideia de que as práticas que permitem aos objetos se manifestar são cruciais para aquilo que pode ser dito deles.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Baum, C. (2017). Políticas cognitivas: negociação e performance entre psicologia e neurociências. Tese de Doutorado. Programa de Pós-graduação em Psicologia Social e Institucional. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Baum, C.; Cardoso Filho, C.; Maraschin, C.; Costa, L. A.; Gavillon, P.; Kroeff, R. (2017). Políticas da Representação na Filosofia da Diferença, Enação e Teoria Ator-Rede. Oficinando com Jogos Digitais: Experiências de aprendizagem inventiva. Curitiba: Editora CRV

Baum, C.; Maraschin, C; Markuart, E. (no prelo). Políticas cognitiva como uma abordagem para as relações intercientíficas. Fractal: revista de psicologia

Beaulieu, A. (2002). Images are not the (only) truth: Brain mapping, visual knowledge, and iconoclasm. Science, Technology & Human Values, 27(1), 53-86.

DaSilveira, A. C., DeCastro, T. G., & Gomes, W. B. (2012). Escala de Autorreflexão e Insight: nova medida de autoconsciência adaptada e validada para adultos brasileiros. Psico, 43(2).

Despret, V. (2004). The body we care for: Figures of anthropo-zoo-genesis. Body & Society, 10(2-3), 111-134.

Dresler, M., Wehrle, R., Spoormaker, V. I., Koch, S. P., Holsboer, F., Steiger, A., ... & Czisch, M. (2012). Neural correlates of dream lucidity obtained from contrasting lucid versus non-lucid REM sleep: a combined EEG/fMRI case study. Sleep, 35(7), 1017-1020.

Gavillon, P., Baum, C., & Maraschin, C. (2017). Dos modelos às políticas: O papel da representação nas Ciências Cognitivas. Estudos de Psicologia, 22(2), 145-151.

Haraway, D. (2008). When species meet. Minneapolis: University of Minnesota Press. .

Hoeppe, G. (2015) Representing Representation. Sci. Technol. Hum. Values, 40, 1077–1092

Humphry, S. (2013). Understanding measurement in light of its origins.Frontiers in psychology, 4, 113.

Kastrup, V. (2007). O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. Psicologia & Sociedade, 19(1), 15-22.

Kastrup, V. (2008a). O lado de dentro da experiência: atenção a si mesmo e produção de subjetividade numa oficina de cerâmica para pessoas com deficiência visual adquirida. Psicologia: ciência e profissão, 28(1), 186-199.

Kastrup, V. (2008b). O método da cartografia e os quatro níveis da pesquisa-intervenção. Pesquisa-intervenção na infância e juventude, 1, 465-489.

Langlitz, N. (2015). On a not so chance encounter of neurophilosophy and science studies in a sleep laboratory. History of the Human Sciences, 28(4), 3-24.

Latour, B. (2005). Reassembling the social. Hampshire: Oxford University Press.

Latour, B. (2013). An inquiry into modes of existence. Harvard University Press.

Law, J., & Benschop, R. (1997). Resisting pictures: representation, distribution and ontological politics. The Sociological Review, 45(S1), 158-182.

Maul, A. (2013). On the ontology of psychological attributes. Theory & Psychology, 23(6), 752-769.

Michell, J. (1999). Measurement in psychology: A critical history of a methodological concept. Cambridge University Press.

Roepstorff, A. (2007). Navigating the brainscape: When knowing becomes seeing. Skilled visions: Between apprenticeship and standards, 191.

Rose, N. (2011). Inventando nossos selfs: psicologia, poder e subjetividade.Petrópolis: Vozes.

Stengers, I (2000) The invention of modern science. University of Minnesota Press.

Stengers, I. (2011). Cosmopolitics II. Minneapolis: University of Minnesota Press

Verran, H. (2010). Number as an inventive frontier in knowing and working Australia’s water resources. Anthropological Theory, 10(1-2), 171-178.

Verran, H. (2013). Numbers performing nature in quantitative valuing. Nature Cultures, 2, 23-37.

Vieira, R. V., Vieira, D. C., Gomes, W. B., & Gauer, G. (2013). Alexithymia and its impact on quality of life in a group of Brazilian women with migraine without aura. The journal of headache and pain, 14(1), 1.

Von Eckardt, B (2001) Multidisciplinarity and cognitive science. Cognitive Science, v. 25, n. 3, p. 453-470.

Young, J. L. (2014). When Psychologists Were Naturalists: Questionnaires and Collecting Practices in Early American Psychology, 1880-1932 (Doctoral dissertation, YORK UNIVERSITY TORONTO).

Downloads

Publicado

2019-12-29

Como Citar

Baum, C., & Maraschin, C. (2019). Políticas Cognitivas: Ontologias da Autoconsciência. Revista Polis E Psique, 9(3), 53–76. https://doi.org/10.22456/2238-152X.86535

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)