O foco míope: apontamentos sobre o cuidado à crise em saúde mental em emergências de hospitais gerais

Simone Mainieri Paulon, Alice Grasiela Cardoso Rezende Chaves, André Luis Sales Leite, Cássio Streb Nogueira, Diego Drescher de Castro, Liana Cristina Della Vecchia Pereira, Mario Francis Petry Londero, Renata Flores Trepte

Resumo


O artigo discute a atenção à crise em saúde mental com base em uma pesquisa-intervenção em andamento que vem cartografando os modos de acolhimento operados em três emergências de hospitais gerais de Porto Alegre. Os processos de cuidado em relação à saúde mental aparecem tão plurais e individualizados quanto as estratégias de que estes trabalhadores lançam mão para dar conta das ansiedades que tais atendimentos mobilizam. Neste percurso de pesquisa no qual a dimensão de formação e intervenção não estão separadas, a proposta é de pôr em análise o acolhimento com classificação de risco junto ao tema da crise em saúde mental, na perspectiva da Política Nacional de Humanização. O medo ao desconhecido, o estigma associado à loucura e, fundamentalmente, a sensação de despreparo dos profissionais para escutar e resolver os problemas que surgem nos atendimentos emergenciais produz efeitos de invisibilidade sobre a dimensão da saúde mental presente em muitos desses atendimentos. Uma espécie de “foco míope” no trabalho aí desenvolvido emerge como efeito deste modo de trabalhar que, sendo tomado como analisador, pode apontar caminhos de resgate ao sentido, muitas vezes perdido, do acolhimento como diretriz e dispositivo de humanização da saúde.


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DOI: https://doi.org/10.22456/2238-152X.40322

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ISSN eletrônico: 2238-152X