A questão do tempo na relação de forças entre políticas curriculares, professor e escola

Elisete Medianeira Tomazetti, Cláudia Cisiane Benetti

Resumen


Este texto decorre de uma pesquisa denominada “Políticas Públicas para o Ensino Médio e Ensino da Filosofia: uma analítica dos discursos”, que visa problematizar as relações de forças que emergem na recontextualização das políticas curriculares em escolas de ensino médio de Santa Maria/RS, no período de 2012 a 2016, tendo como materialidade entrevistas realizadas com professores que atuam na área de Ciências Humanas, prioritariamente com professores de filosofia. Tais políticas têm sido objeto de nossas investigações no âmbito da instituição em que atuamos, mas temos dado centralidade aos efeitos por elas produzidos na prática escolar e na vida dos professores. Problematizamos, neste momento, a emergência de um discurso que evidencia o contraste entre o excesso de demandas das políticas curriculares e as condições de trabalho dos professores. Procuramos descrever os processos de subjetivação que se constituem em um modo de trabalho acelerado e exaustivo. Estas condições estão atreladas ao modelo neoliberal de tempo produtivo, tendo como efeitos a descaracterização da docência e da escola como um lugar de experiências de pensar, ser e educar – escola como tempo livre. Tomamos como referência em nossa análise autores cuja produção se volta especificamente às Políticas Educativas e Curriculares, como Alice Casemiro Lopes (2004) e Dalila Andrade Oliveira (2009), autores que são referência para o Ensino de Filosofia, como Alejandro Cerletti (2009) e Filosofia e Educação, como Sckliar (2014), Larrosa (2004), Masschelein e Maarten (2015) e, de forma transversal, a leitura psicanalítica de nosso tempo, de Eliane Brum (2016).


Palabras clave


Políticas Curriculares; Escola; Trabalho Docente; Tempo; Ensino de Filosofia

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ISSN Electrónico: 1982-3207

Qualis/Capes: Educação B2

 

Periodicidad – Semestral

 

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