Apolo e Dionísio nas duas Versões de Anselm Feuerbach para O Banquete De Platão

Enéias Farias Tavares

Resumo


Seguindo considerações históricas e intuições de J. H. Lesher, o atual artigo estuda a pintura O Banquete de Platão de Anselm Feuerbach à luz da discussão estética em voga nas décadas em que o artista criou suas diferentes versões visuais. Para tanto, discute-se aqui, em um primeiro momento, as interferências dos elementos caros ao culto dionisíaco no texto platônico. A seguir, serão analisadas duas versões da obra de Feuerbach, uma considerada Apolínea em seu arranjo luzidio de cores e outra dionisíaca por seus excessivos tons e sobretons. Por fim, interpretarei as figuras platônicas que Feuerbach dispõe em sua tela a partir não apenas dos opostos apolíneo/dionisíaco como também da compreensão da tragédia como mediadora desses diferentes elementos.

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