Controle estrutural dos pegmatitos ricos em ETR associados ao depósito Madeira (Sn-Nb-Ta), mina Pitinga, Amazonas, Brasil

Fernanda C. RONCHI, Fernando J. ALTHOFF, Artur C. BASTOS NETO

Resumo


Estudou-se o controle estrutural dos veios de pegmatitos graníticos (tipo F-ETR-Li) associados à fácies albita granito (AEG) do granito Madeira (~1.83Ga). Esta fácies corresponde ao depósito, de classe mundial de Sn-NbTa-F (criolita) da mina de Pitinga. Atualmente, esses pegmatitos ricos em ETR [xenotima-(Y) e gagarinita-(Y)] são explorados junto com o minério disseminado, porém possuem potencial para exploração por lavra seletiva. Todos os pegmatitos se enquadram em um mesmo arranjo geométrico e apresentam uma mesma mineralogia, o que sugere que se originaram de uma mesma fonte. Sua mineralogia é igual à da encaixante, o que sugere que seu alojamento ocorreu na própria rocha parental. O arranjo geométrico dos pegmatitos é determinado por estruturas contracionais frágeis (falhas inversas, leques imbricados e cavalos). Os planos de falhas inversas (N320/60SW) serviram como condutos para o fluido que se alojou preferencialmente em fraturas horizontais distensivas. O arranjo geométrico bem definido dessas estruturas e o fato de que também há planos de falhas inversas sem pegmatitos sugerem que as fraturas que hospedam os pegmatitos não foram geradas pela pressão do fluido. A orientação das estruturas contracionais no AEG indica que ocorreu um transporte de SW para NE. Como este corpo possui pequena dimensão, resfriou-se rapidamente. Contudo, sua localização na crosta superior fria e a baixa temperatura do solidus permitiram a formação dos pegmatitos. Os pegmatitos foram formados com o AEG colocado em um nível estrutural acima da profundidade crustal crítica, onde a tensão mínima normal é vertical.


Palavras-chave


Pegmatite, structural control, albite-enriched granite, rare earth elements, Pitinga mine, Amazonas

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.93249

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