Caracterização petrográfica e geoquímica da sequência magmática da Mina do Seival, Formação Hilário (Bacia do Camaquã – Neoproterozoico), Rio Grande do Sul, Brasil

Rodrigo W. LOPES, Eduardo FONTANA, André S. MEXIAS, Márcia E.B. GOMES, Lauro V.S. NARDI, Christophe RENAC

Resumo


A Mina do Seival é constituída por rochas vulcânicas e diques de composição andesítica e traqui-andesítica, dispostas em duas sequências. A sequência I inclui rochas piroclásticas e efusivas, e a sequência II é representada pelos diques de composição andesítica. Ambas são incluídas na Associação Shoshonítica de Lavras do Sul. Este magmatismo é relacionado ao estágio pós-colisional do ciclo Brasiliano/Pan-Africano, situando-se estratigraficamente no Alogrupo Bom Jardim, pertencendo à Formação Hilário na Bacia do Camaquã (Neoproterozoico). A área possui intensa alteração hidrotermal e mineralizações de Cu. A mineralização e o magmatismo da Sequência II são controlados por estruturas tectônicas orientadas segundo N/NE e NO, que são relacionadas à distensão regional no período pós-colisional da Orogênese Brasiliano/Pan-Africana. Processos hidrotermais em diferentes temperaturas atuaram sobre estas rochas originando produtos de alteração pervasiva, principalmente clorita, corrensita e esmectita, com veios preenchidos por quartzo, carbonato, barita e minerais de cobre. Em ambas as sequências encaixantes da Mina do Seival é possível identificar a afinidade shoshonítica das rochas. Os elevados teores de Cu, Zn e Ni nos diques em relação às rochas piroclásticas e às efusivas, mesmo nas mais hidrotermalizadas, sugerem que as principais ocorrências de mineralização de Cu têm origem magmática. Os dados químicos de rocha total indicam que o enriquecimento dos elementos componentes da mineralização, Ag, Au, Cu e Zn, está relacionado aos diques da Sequência II. Os teores de Au e Cu são mais elevados nas amostras com menores concentrações de carbonatos, sugerindo que a carbonatação não tem relação com a deposição dos minérios.

Palavras-chave


Mina do Seival, Alteração hidrotermal, Petrografia, Magmatismo Shoshonítico, Depósitos de Cobre, Geoquímica, Bacia do Camaquã.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.78035

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