Comportamento de um fluxo hiperpicnal gerado em simulação física: uma comparação entre fluxo confinado e não confinado

Daniel B. da SILVA, Eduardo PUHL, Rafael MANICA, Adriano R. VIANA, Ana L. O. BORGES

Resumo


O estudo de fluxos hiperpicnais é extremamente importante dentro da indústria do petróleo, pois depósitos gerados por tais fluxos podem se tornar potenciais reservatórios de hidrocarbonetos. Uma das maneiras de entender esses processos sedimentares em ambiente marinho é através de experimentos em laboratórios (modelagem física), onde se controla os parâmetros envolvidos de maneira que reproduzam mais precisamente o fenômeno natural. Usando essa técnica de estudo, este trabalho visou comparar o comportamento de um fluxo hiperpicnal em duas situações distintas, ou seja, confinado em um canal subaquoso e fora do mesmo (não confinado). Buscou-se estabelecer as diferenças de hidrodinâmica e suas implicações no transporte e na deposição de sedimentos, durante um curto intervalo de tempo, de um experimento físico tridimensional de longa duração. Através da análise de imagens foi possível estabelecer correlações de velocidade, geometria e acelerações entre as duas situações do fluxo. Os resultados mostram que o fluxo, ao atingir a zona confinada, acelera espacialmente e localmente, modificando suas características geométricas (alongamento da região frontal) em relação ao fluxo que escoa fora da zona confinada. Nos ambientes naturais, esse tipo de fenômeno localizado e curto pode ocorrer por longas distâncias, com uma duração maior. Este confinamento com duração longa poderia proporcionar um aumento na velocidade do fluxo, propiciando a ocorrência maior de processos erosivos em relação a processos deposicionais.

Palavras-chave


fluxo hiperpicnal; confinamento de canal; modelagem física

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.43078

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