Estudo da evolução dos processos de alteração supergênica de rocha granítica - Granito Independência - Morro do IPA, Porto Alegre, RS

Marcelo H. NEUMANN, André S. MEXIAS, Maria L. VIGNOL-LELARGE, Márcia E. B. GOMES, Alberto V. INDA Jr., Laurent CANER, Christophe RENAC, Elissa F. RAMOS

Resumo


As rochas da superfície terrestre estão permanentemente expostas à ação de agentes naturais, como a água, as variações de temperatura, os gases atmosféricos e a ação dos seres vivos. Dentre a ação dos seres vivos, nos centros urbanos destaca-se a ação antrópica, que por vezes acaba por degradar os recursos naturais. Nesse contexto, entender os processos de transformação das rochas, para que se possa compreender a gênese e evolução dos solos, e assim, aperfeiçoar métodos para sua recuperação, torna-se imprescindível. Este estudo foi desenvolvido em um perfil de alteração de rocha granítica localizado na área urbana de Porto Alegre, onde foram coletadas oito amostras representativas dos diferentes níveis, da rocha ao solo. As amostras foram analisadas por difratometria de raios X (DRX), pelo método do pó na rocha total e na fração < 4 μm. A composição química foi determinada por fluorescência de raios X (FRX). Fragmentos das amostras foram observados no microscópio eletrônico de varredura (elétrons secundários) e no microscópio ótico. Os estudos mineralógicos e petrográficos mostraram a existência de pequena variação composicional vertical no perfil, essencialmente composto por quartzo, feldspato alcalino e caolinita, identificados em todos os horizontes, e ilita/biotita identificadas nos horizontes saprolíticos. As análises através de imagens de elétrons secundários permitiram identificar ainda a presença de haloisita. A exsudação de ferro pelas lamelas da biotita observada no microscópio óptico marca o início da alteração supergênica no granito. Os dados de FRX mostram que a escolha do elemento imóvel de referência para verificar a existência ou não de enriquecimento dos elementos ao longo do perfil é muito importante, pois neste trabalho verificou-se que o alumínio tem um comportamento móvel, provavelmente associado às condições de acidez do solo.

Palavras-chave


alteração supergênica; Granito Independência; argilominerais

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.37376

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