Pesquisas Geológica na Bacia Carbonífera de Santa Catarina (Considerações sobre a Estratigrafia, Sedimentologia, Paleontologia e Petrologia dos Carvões)

CARLOS ALFREDO BORTOLUZZI, ANA EMÍLIA MENDES PICCOLI, GERARDO EUGENIO BOSSI, MARGOT GUERRA SOMMER, MARLENI MARQUES TOIGO, MARIA ELIZABETH PONS, MONIKA WOLF, ZULEIKA CORRÊA DA SILVA

Resumo


São analisadas as características estratigráficas, sedimentológicas, paleontológicas e petrográficas das rochas do Grupo Tubarão na bacia carbonífera de Santa Catarina, usando-se informações obtidas em afloramentos e em 44 furos de sondagens realizados pela Companhia de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM). O Subgrupo Itararé permaneceu indiviso. O Subgrupo Guatá foi subdividido nas Formações Rio Bonito e Palermo, tendo sido reconhecidos os três membros da Formação Rio Bonito: Triunfo, Paraguaçú e Siderópolis. O preenchimento da bacia iniciou-se com depósitos fluvio-glaciais (Subgrupo Itararé), seguidos de um complexo fluvial de baixo gradiente associado a lagos paludiais (Formação Rio Bonito) e sedimentitos de planícies de marés (Formação Palermo). A transição Rio Bonito – Palermo é marcada localmente pela presença de sedimentação deltaica, sendo a sequência Rio Bonito dividida em dois megaciclotemas. Foi definida uma sequência-tipo para a formação do carvão: pulsação-carvão-diastema, indicando que a avulsão dos canais principais dos rios originou lagos que evoluíram para pântanos. A vegetação das regiões pantanosas (Glossopteridophyta, Cordaitophyta, Sphenophyta e Algae) parece ter sido a principal fonte da matéria orgânica originadora do carvão, enquanto que resíduos de coníferas e fetos estão presentes em menor proporção. Triletes constituem até 95% da assembleia de esporomorfos. As camadas de carvão estudadas (6) se caracterizam pela presença de Trimacerita na qual a Exinita está representada, na sua maior parte, pela Alginita. Medidas do poder refletor indicam que o carvão se classifica em Betuminoso Alto Volátil A com 33 a 37% de matéria volátil na Vitrita.



Palavras-chave


geológica; bacia carbonífera de Santa Catarina; estratigrafia; sedimentologia; paleontologia; petrologia; carvões



DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.21767

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