Mineralogia das Argilas nos Grupos Guatá e Itararé (Permiano) no Subsolo de Gravataí, Rolante e Morungava, no Rio Grande do Sul, Brasil

GERARDO EUGENIO BOSSI, SILVANA RIBEIRO LENZI

Resumo


A assembleia de argilo-minerais da fração menor que 2 micra das camadas de folhelhos entre os grupos Guatá (Formação Rio Bonito e Palermo) e Itararé (indiviso) na área Gravataí – Morungava – Rolante (RS, Brasil) foi estudada usando-se análise por difração de raio-X. Foram selecionados o seguintes testemunhos de sondagem: 5CA-79-RS, 5CA-87-RS, 5CA-91-RS, 5CA-97-RS, 5CA-98-RS e 5CA-99-RS de maneira a cobrir uma maior gama de variação. Caulinita é o principal mineral neoformado dos carvões paludiais da Formação Rio Bonito, associado com ilita, camada mista de I-M (70-30), montmorilonita e clorita carreadas das terras altas adjacentes (sempre com alguma caulinita adicional). Picos de caulinita estão ausentes em amostras tomadas a um metro abaixo do contato com espessos sills de diabásio instrusivos nessa secção. Uma mistura mineral regularmente acamadada: clorita-caulinita (50-50) foi algumas vezes detectada nesse local. A percentagem de caulinita decresce rapidamente em direção ao Grupo Itararé (o qual tem a fácies varvítica completamente desprovida de caulinita) e para cima, um suave aumento em direção à Formação Palermo. A fácies folhelho-arenosa marinha do Palermo é rica em ilita e camada mista regular de ilita-montmorilonita.

 



Palavras-chave


mineralogia; argilas; grupo Guatá; grupo Itararé; permiano; Gravataí; Rolante; Morungava; Rio Grande do Sul; Brasil

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.21730

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