Algumas Considerações Sobre os Ciclos Fluviais da Formação Rio Bonito, Rio Grande do Sul, Brasil

GERARDO BOSSI, RENATO ANDREIS, ROBERTO VIEIRA

Resumo


Neste trabalho são descritos e analisados cinco perfis de superfície da Formação Rio Bonito (Permiano inferior), no Estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil. Os perfis da Barrocada e Km 218B são tipicamente ciclos fluviais granodecrescentes, com camadas de carvão enquanto que os outros três – Morro Papaleo, Budó e Km218A – são parcialmente granodecrescentes, mostrando um alto contraste entre os depósitos grossos de canal e os sedimentos pelíticos da planície aluvial. A ciclicidade foi descrita usando-se os modelos fornecidos pela cadeia de Markov e dois conceitos adicionais novos: o desenvolvimento hierárquico dos canais e o índice de concentração. O primeiro representa uma comparação empírica com a sequência ideal de canal e o segundo está relacionado com o número de transições multiepisódicas em cada litologia. As fácies com carvão se associam com canais de baixa mobilidade (hierarquicamente altos) e um bom desenvolvimento de fácies de diques marginais, as quais contribuíram à preservação das turfeiras da contaminação clástica grossa, ao mesmo tempo que as seguraram na sua persistências ao longo dos tempos.


Palavras-chave


ciclos fluviais; Formação Rio Bonito; Rio Grande do Sul; Brasil

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.21722

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