Petrologia do magmatismo básico do Cerro Morado na bacia triássica Ischigualasto-Villa Unión (NW da Argentina)

Felipe M. ALEXANDRE, Carlos A. SOMMER, Evandro F. LIMA, Farid CHEMALE JR., Claudia A. MARSICANO, Adriana C. MANCUSO, José A. BROD

Resumo


Estudos realizados no Cerro Morado, localizado no Parque Provincial Ischigualasto - Vale de la Luna (norte da Província de San Juan - Argentina), permitiram a identificação e a caracterização de rochas hipabissais básicas subsaturadas em sílica e de afinidade alcalina. Este magmatismo é provavelmente relacionado com a reativação extensional de estruturas paleozóicas decorrentes da ruptura do supercontinente Gondwana. As rochas hipabissais do Cerro Morado ocorrem como um corpo tabular e intrusivo concordantemente com as rochas sedimentares da Formação Chañares (Triássico Médio), correlacionada à bacia triássica Ischigualasto - Villa Unión. A porção basal da soleira é constituída por olivina diabásio, dominantemente porfirítico,
com fenocristais de plagioclásio, clinopiroxênio e, raramente, olivina, e uma matriz hipocristalina fina constituída pelos mesmos minerais, além de minerais opacos, apatita e vidro. As texturas traquítica, intergranular e ofítica também são comuns. As porções intermediária e de topo são caracterizadas principalmente por rochas tefríticas porfiríticas, com fenocristais de plagioclásio, feldspatóide e clinopiroxênio, e matriz equigranular fina de mesma composição. A aplicação de classificações químicas para as rochas do Cerro Morado deve ser feita com cautela, devido aos altos valores de perda ao fogo das amostras analisadas. O comportamento dos
elementos maiores e traços sugere que o fracionamento mineral foi o principal processo de diferenciação magmática. O valores de LILE, HFSE e ETR são similares aos de basaltos alcalinos intraplaca. Os elevados conteúdos destes elementos, associados às razões entre os elementos incompatíveis, sugerem uma fonte mantélica enriquecida e heterogênea. O enriquecimento em Sr, K, Rb e Ba pode ser resultante da modificação de uma fonte mantélica por fluidos aquosos
originados da subducção de uma crosta oceânica. Dados preliminares de Rb-Sr e Sm-Nd sugerem fontes mantélicas múltiplas, incluindo reservatórios isotópicos do tipo HIMU, com leve influência de componente mantélico enriquecido.

Palavras-chave


petrologia; rochas subsaturadas; soleira; NW Argentina.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.17843

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