Palinomorfos do Campaniano (Cretáceo Superior) da Bacia de Pelotas, Rio Grande do Sul: implicações bioestratigráficas e paleoambientais

Eduardo PREMAOR, Paulo Alves de SOUZA, Mitsuru ARAI, Javier HELENES

Resumo


Este trabalho apresenta os resultados da análise palinológica realizada em testemunhos de sondagem do poço BP-01 perfurado pela PETROBRAS na porção offshore da Bacia de Pelotas. Sete amostras entre 4.480 e 4.487 m de profundidade foram processadas, as quais revelaram uma associação palinológica bem preservada e diversificada. Os esporos, embora pouco diversificados, constituem o grupo de palinomorfos mais abundante, com destaque ao gênero Cicatricosiporites. Por outro lado, dinocistos, embora menos abundantes, apresentam maior diversidade, sendo representados por 34 táxons, incluindo o registro de 9 espécies inéditas para as bacias costeiras brasileiras. Palinoforaminíferos, ovos de copépodes, fungos e espécies de algas prasinofíceas são relativamente escassos. Em termos de idade, a análise da amplitude estratigráfica e dos níveis de extinção dos dinocistos registrados permitiu o posicionamento da seção no Campaniano (Cretáceo Superior). Os conjuntos palinológicos são indicativos de condições plataformais, em águas relativamente calmas. Contudo, a quantidade significativa de esporos, muitos dos quais em forma de tétrades, indica certa proximidade do continente. Além
disso, é confirmado o padrão de ampla circulação oceânica instalado já no Campaniano na bacia, ligando águas setentrionais e austrais do Atlântico Sul, com base no registro de dinocistos com comportamento biogeográfico mais cosmopolita.

Palavras-chave


Palinomorfos do Campaniano; Bacia de Pelotas; Rio Grande do Sul; implicações bioestratigráficas; implicações paleoambientais.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1807-9806.17723

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