O Louco do Cati como "símbolo da condição humana"

Jonas Kunzler Moreira Dornelles

Resumo


A partir de uma análise criteriosa de sugestões da obra, a personagem de O Louco do Cati assume uma duplicidade irônica, ainda pouco avaliada criticamente, podendo ser tanto piedoso símbolo do silenciamento da versão da história dos derrotados, quanto figura sinistra de delinquente disfarçado. Se podemos definir Dyonélio como “ironista”, é por sua capacidade de se situar nos limites da figuração interior, ao mesmo tempo em que aponta para perspectivas das práticas públicas. A partir da redescrição de O Louco do Cati, poderíamos reavaliar até que ponto a personagem poderia agora ser vista como “símbolo da condição humana”. Revisitaremos o texto A Condição Humana de Hannah Arendt, sugestões de Albert Camus sobre a historicidade do Absurdo em O Homem Revoltado, passando por indicações sobre a compreensão do símbolo sob um viés hermenêutico em Gadamer e Ricoeur, para voltar a obra de Dyonélio, e repensar como nossa interpretação serve, pragmatica e reflexivamente, dentro de nosso tempo.

Palavras-chave


Dyonélio Machado; O Louco do Cati; Literatura Sul Riograndense; Condição Humana;

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.78405

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul