Uma originalidade dispersiva: Prudente de Moraes, neto e a (des)articulação do modernismo no Rio de Janeiro

Leandro Pasini

Resumo


Este texto se propõe a estudar a obra poética e crítica de Prudente de Moraes, neto, no contexto de articulação e desarticulação do modernismo carioca. Com esse objetivo, aborda ensaios críticos publicados em Estética (1924-1925) e textos poéticos publicados em “O Mês Modernista” (1925-1926). A hipótese de leitura que aqui se coloca é a de que a “gratuidade de espírito” seria a característica fundamental de Prudente, o que o leva a experimentar e testar todas as estéticas novas. No entanto, esse processo de experimentação nunca acaba e Prudente não se fixa em nenhuma estética, não publica livro nem se define de modo forte, com linhas bem marcadas. A partir disso, Prudente é pensado como um tipo de índice de um momento do modernismo carioca, em que o movimento, por um lado, se difunde e se adensa, por outro, inicia um processo de críticas internas e de busca de novas formas poéticas que concorrem para a sua dispersão.

Palavras-chave


Modernismo brasileiro; Prudente de Moraes, neto; crítica literária; poesia modernista.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.75868

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul