O presente em A paixão segundo G.H. – reforço ou rechaço ao presentismo enquanto regime de historicidade?

Maicon da Silva Camargo

Resumo


Nas páginas de A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector, encontramos frequentemente expressões fazendo certa apologia ao presente/instante em detrimento das outras temporalidades o que se assemelha ao fenômeno do presentismo investigado por François Hartog. Os aspectos biográficos da autora e o período em que a obra fora publicada também estão em concordância com a análise empreendida pelo autor. No entanto, ao mesmo tempo em que todos esses aspectos do romance lembram o presentismo, a própria obra parece se negar a uma leitura “presentista”. Neste estudo, identificaremos as relações temporais que compõe o presentismo, enquanto regime de historicidade, bem como as que se encontram na protagonista do referido romance e, assim, refletiremos sobre os limites e as possibilidades oferecidos pelo conceito de presentismo.

Palavras-chave


Presentismo; Temporalidades; Clarice Lispector

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.70270

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul