Sinestesia e consubstancialidade entre o poema “IV (Discurso do Capibaribe)”, de João Cabral de Melo Neto e o estudo de Jean- Luc Nancy, sobre o peso de um pensamento.

Beatriz Alves de Abreu Mancuso Brotto

Resumo


O artigo submete a analise do poema “IV (Discurso do Capibaribe)”, de João Cabral de Melo Neto, ao ponto de vista sinestésico, imbuído de sensação capaz de alumiar a ideia de substancialidade.
Ao reiterar o termo “espesso” em seus versos, Cabral de Melo aproxima-se do que diz Jean- Luc Nancy sobre ser o toque o sentido do próprio significado; para o filósofo, o senso é toque, e o toque torna-se significado; funde peso e pensamento, ora os relacionando, ora exercendo tensão um sobre o outro. A densidade será refletida como a capaz de erguer um corpo à condição humana e a de natureza, portanto, é capaz de trazer forma ao pensamento e à sensibilidade.
Assim, o operante responsável pelos cinco sentidos será a consistência do tato na linguagem poética do “IV (Discurso do Capibaribe)”.

Palavras-chave


Sinestesia; substancialidade; poesia; pensamento.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.63042

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul