A arte de narrar de Ranchinho e de Efigênia Rolim

Marta Dantas

Resumo


O presente artigo é o resultado parcial do projeto de pesquisa “Infames, casos de singularidade histórica”. Tendo em vista a ampliação do campo de investigação dos “estudos culturais” e sua ênfase mais no sentido de cultura do que de letra do léxico littera, discorremos sobre a arte de narrar de dois artistas: Ranchinho e Efigênia Rolim. Ranchinho conta histórias sobre a cultura caipira com a habilidade narrativa de seu pincel e Efigênia cria, com os restos deixados pelo homem no mundo, histórias e objetos; ela é uma narradora trapeira. Ambos possuem muita coisa em comum: a origem humilde, suas histórias de vida, entre outras coisas, e são a prova de que o narrador tradicional não morreu, transformou-se e vive em uma situação ambígua, ou seja, entre a experiência e a vivência, entre ser o guardião da tradição e o seu transformador.

Palavras-chave: narrador; tradição oral e artes plásticas; memória; cultura caipira; performance

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.5889

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul