As rendas de Molly Bloom

Cibele Braga Silva

Resumo


“Penélope” é o último capítulo do cânone modernista da língua inglesa Ulisses (1922), de James Joyce. O monólogo interior de Molly Bloom é uma explosão lírica do universo feminino, onde o leitor é confrontado com um fluxo não-restrito de emoções e sentimentos, em livre-associação e total desobediência às regras gramaticais, pois não há pontuação, letras maiúsculas ou apóstrofes em “Penélope”. Joyce, com total maestria, expressa a coragem e rebeldia da mulher pelos lábios de Molly, levando-nos a considerar como a memória, o tempo e as imagens são construídas no discurso feminino e, conseqüentemente, no discurso memorialista.

Palavras-chave: memória; tempo; imagens; discurso feminino; discurso memorialista.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.5829

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul