Como se tivesse asas nos pés: os vôos poéticos de Jandira Consuelo Brito

Alessandra Bittencourt Flach

Resumo


Este artigo analisa alguns poemas de Jandira Consuelo Brito, senhora de 71 anos, moradora do bairro Restinga, em Porto Alegre. A escolha dessa poeta desconhecida do meio acadêmico é justificada pelo fato de ela ser um exemplo interessante de como a poesia pode ser um instrumento de afirmação da identidade. Assim, pretende-se analisar como Jandira entende a poesia e a utiliza como instrumento de auto-expressão, muito mais do que para obter fama ou méritos. Apesar da pluralidade de temas, há uma tendência a assuntos relacionados ao ser poeta e à liberdade de existência. Isso pode ser interpretado, de certa forma, como uma maneira de, ao assumir a posição de eu-lírico, assumir também uma nova postura, mais assertiva, em relação ao mundo à sua volta.

Palavras-chave: poesia; Jandira Consuelo Brito; identidade.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.5804

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul