O ato de criação dentro do poema “O Auto-retrato” de Mário Quintana

Mariana Denize Muniz Bezerra

Resumo


No poema “O auto-retrato” de Mário Quintana, observa-se uma relação intrínseca entre a obra e o autor. O Poeta constrói o poema discutindo dois atos: o ato de criação da obra e o ato de se construir enquanto pessoa. O título do poema mostra a necessidade do Poeta em se auto-retratar para o outro. O uso de pronomes possessivos durante todo o poema destaca o caráter intimista da criação poética. Com o uso de advérbios expressando dúvida e a relação temporal criada entre o verbo existir, o Poeta vai construindo sua própria imagem para o leitor. Ao opor figuras como a criança e o louco, o Poeta busca afirmar a dificuldade inerente ao ato de se descobrir enquanto pessoa e poeta. Criador e criação se misturam dentro do poema.

Palavras-chave: escritura; leitor; reconstrução.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.5086

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul