O lirismo de Drummond em "A flor e a náusea"

Izandra Alves

Resumo


Em meio a tantas proibições, injustiças, mandos e desmandos vistos e vividos na primeira metade do século XX, surge o lirismo de Carlos Drummond de Andrade como forma de questionamento, de filosofia, de protesto, de repensar crenças, valores e conceitos pré-determinados por uma sociedade injusta e excludente. É esse lirismo que permite a reflexão sobre o mundo e, principalmente, do estar no mundo. Drummond é o poeta do nosso tempo. Ele representa ainda hoje a tranqüila maneira de debochar, ironizar e brincar com os problemas e crises da sociedade. Seu forte engajamento social e sua preocupação com a humanidade nos aproxima através dos tempos, conforme revela o poema “A flor e a náusea”, do livro A rosa do povo, de 1945. Nesse texto há o reflexo de um poeta maduro, capaz de ver o mundo sob aspectos não vistos e nem refletidos pela maioria dos poetas da época o que colabora para sua consagração como um dos maiores e melhores de todos os tempos.

Palavras-chave: poesia; lirismo; sociedade.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.5079

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul