Ajustando o tom: confluências e divergências entre Nacional por subtração, de Roberto Schwarz, e Vanguarda e subdesenvolvimento, de Ferreira Gullar

Joseane de Mello Rücker

Resumo


Os problemas da cultura brasileira e de seu caráter ora inautêntico, ora postiço, têm preocupado há muito os intelectuais brasileiros. Esses, por sua vez, tentam, através de suas análises, corrigir posições ou construir formas de superar o sentimento de inferioridade que por tanto tempo fez-nos ver a metrópole como um espelho de nosso futuro. Superar antigas dependências e compreender os parâmetros que formam a arte brasileira, sobretudo respeitando as suas limitações, é entender que a melhor arte produzida por um país subdesenvolvido é aquela que parte de sua realidade específica, ou seja, do seu caráter particular para, assim, poder superar-se e transformar-se em seu contrário: a expressão estética universal. Para isso, o presente artigo estabelecerá diálogos entre Vanguarda e subdesenvolvimento, ensaio de 1969, de Ferreira Gullar, e Nacional por subtração, ensaio de 1986, de Roberto Schwarz.

Palavras-chave: Vanguarda; Nacionalismo; Subdesenvolvimento.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.4843

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul