A vida como obra de arte: Roland Barthes, Jacques Lacan e um estranho objeto político

Estevan Ketzer

Resumo


O ensaio cria uma narrativa entre o teórico da literatura Roland Barthes e o psicanalista Jacques Lacan em um encontro ficcional na praça Saint Michel, em Paris, primavera de 1974. São introduzidos os problemas teóricos da escola estruturalista para em seguida se chegar ao maio de 1968 e o lugar dos intelectuais na cultura francesa, formando assim uma atitude política que está internamente associada à construção de uma revolução afetiva. Durante a conversa os dois intelectuais começam explanações livres sobre suas influências e no que suas teorias articulam conhecimentos advindos da psicanálise, do marxismo e da teoria literária recriadas em seus tempos. A política se aproxima como um objeto estranho que aos poucos ganha uma cumplicidade na vida dos autores.

Palavras-chave


Barthes, Lacan, política, psicanálise, literatura.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.46613

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul