Tradição e transgressão em Persépolis, de Marjane Satrapi

Laisa Marra

Resumo


O trabalho tem como objetivo entender as articulações do conceito de tradição (HOBSBAWM) no Irã Pós-Revolução de 1979 de acordo com o que é criado por Marjane Satrapi na história em quadrinhos autobiográfica Persépolis. Questiona-se, na primeira parte do artigo, a associação entre Islã e opressão, e examina-se a situação iraniana retratada em Persépolis por um viés político ao invés de religioso. Para tanto, foi utilizado o conceito de foucaultiano de poder (2006), pois, para o autor, o poder é uma rede, passando não apenas pela alta hierarquia dos líderes políticos, mas também pelas relações pessoais. Na segunda parte deste trabalho, analisa-se a estética do quadrinho de Satrapi e suas possibilidades de transgressão ao regime da República Islâmica do Irã. Para tanto, utiliza-se a teoria dos quadrinhos (EISNER) e a do imaginário (DURAND). Por fim, é colocada em destaque a questão do agenciamento da criança e do jovem em relação à vida social e à Literatura Infantil e Juvenil, bem como sua capacidade de perceber a arbitrariedade e conveniência dos discursos oficiais.

Palavras-chave


Persépolis; Tradição; Literatura Infantil e Juvenil

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.46316

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul