VOZES DOS RIBEIRINHOS MARAJOARAS Correspondências Entre História e Oralidade

Mônica de Jesus dos Anjos Nunes, Luiz Guilherme Santos, Comissão Editorial Nau Literária

Resumo


Alguns autores dizem sobre a vida de ribeirinho é cercada de contos “imaginários”. Para entender tais narrativas, começamos uma pesquisa de cunho acadêmico pela UFPA - PARFOR, onde o objetivo era ouvir, gravar e transcrever as “estórias” dos moradores mais velhos de um Rio chamado Jepohúba, na Ilha de Marajó. Bem como visitar os locais onde teriam acontecido os tais “fatos fantasmagóricos”, que acabaram virando “contos” transmitidos através das gerações até os dias atuais. “A velha do poço”, “escaléo encantado”, “os botos da enseada”, “o homem do caminho”. São narrativas que surgem porque um caçador ao beber demais, dorme na mata e precisa justificar sua demora para a família, mas precisa que seja algo que não o envergonhe. Mas a “estória” é tão boa que um, conta para outros, de forma que até o próprio caçador passa a acreditar em sua veracidade. Daí surge às lendas que atravessam tempos e tempos como uma verdade extraordinária do ribeirinho Marajoara. Ou uma mulher que ao ficar muito tempo fora de casa, precisa chamar a atenção do marido para algo que não seja sua demora, então ela diz que ia atravessar o caminho mais próximo, mas avistou algo que a assustou muito e por isso demorou, então nasce “o homem do caminho”. E os contos maravilhosos se tornam parte da história do homem marajoara que durante as “farinhadas”, repassam de forma oral para as gerações seguintes.

Palavras-chave


Vozes; Memórias Imaginárias; Oralidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.43395

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul