BIBLIOTECA PÚBLICA: UM LUGAR PARA "ENCANTADORES" DE HISTÓRIA – O Caso da Hans Christian Andersen

Samuel Frison, Comissão Editorial Nau Literária

Resumo


RESUMO: O presente relato pretende mostrar a importância da biblioteca pública na disseminação da cultura oral e na formação dos contadores de histórias, bem como na divulgação das suas práticas, mediando atividades de leitura e realizando performances. A metodologia utilizada é o estudo de caso. Para tanto analisa a Biblioteca Pública Infantil Hans Christian Andersen, localizada no bairro do Tatuapé, na cidade de São Paulo, que promove, desde 2008, o curso de Formação para Contadores de Histórias. A unidade de informação dissemina a prática das poéticas orais, incentiva à formação de contadores de história e respeita os princípios determinados pelo Manifesto da UNESCO e da IFLA (Internacional Federation of Library Associations) para bibliotecas públicas. No entanto, o utilitarismo que tem impregnado os órgãos públicos de acesso à cultura e a pressão por sua verba de manutenção, aliado ao espírito tecnocrata e neoliberal, têm ameaçado esse patrimônio. A biblioteca, enquanto espaço cultural, precisa atender aos índices de frequência, mostrando resultados. Nessa tensão entre custos e resultados, o espaço e seus colaboradores mantêm viva sua ligação com a comunidade e cumprem seu dever de aproximar leitores, além de prestar um serviço de cidadania aos seus usuários, transformando a arte de contar história em arte de encantar, daí a poética dos "encantadores de histórias".

Palavras-chave


Contadores de história; bibliotecas; oralidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.43391

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul