VENTOS DO APOCALIPSE: AS FORMAS DA ORALIDADE NA NARRATIVA ESCRITA

Rosilene Silva da Costa, Comissão Editorial Nau Literária

Resumo


As discussões sobre a oralidade têm tomado vulto no meio acadêmico, de forma que hoje os estudos avançaram muito, principalmente nos estudos literários, visto que a Literatura muito se alimenta da oralidade. Ao mesmo tempo, avançou-se muito nas pesquisas sobre as Literaturas Africanas, que hoje são vistas como inovadoras e portadoras de características próprias, embora ainda impere algum preconceito em relação a elas. Neste texto objetivo analisar a obra Ventos do Apocalipse de Paulina Chiziane observando quais são os usos das formas próprias da oralidade que a autora emprega e como este emprego é feito a fim de que o narrador se aproxime do contador de histórias - griot. O embasamento teórico do trabalho será feito principalmente a partir dos conceitos de oralidade propostos por Paul Zumthor (1997), os apontamentos sobre as Literaturas Africanas de Laura Padilha (1995) e as reflexões de Homi Bhabha (2007) sobre o pós-colonialismo.

Palavras-chave


oralidade; pós-colonialismo; Literaturas Africanas; romance.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.43384

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul