A presença indígena na obra Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

Liana Depieri Amorim, Comissão Editorial Nau Literária

Resumo


Guimarães Rosa e sua obra já fazem parte do cânone literário brasileiro, inclusive por sua inovação linguística. A crítica literária considera o autor, e consequentemente sua produção literária, como integrante dos romances ditos regionalistas, justamente pela temática voltada para o interior do país. Contudo, sabemos que o termo “regionalismo” serve para diminuir o valor literário de obras que não fazem parte do “centro” do Brasil, dominado pela elite literária carioca e paulista. Por esse motivo, Grande Sertão: Veredas será retratada a partir de outro enfoque, resgatando novos elementos que a compõem e a tornam um cânone literário, sem o rótulo de “regionalista”. Serão utilizadas a teoria do Perspectivismo Ameríndio, do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, que nos ajudará a entender um pouco sobre a cultura indígena, iluminando o modo de pensar não ocidental; o conceito de performance de Paul Zumthor, visto que Riobaldo se distingue de outros narradores tradicionais do gênero; outras fontes como a biografia de Guimarães Rosa e, ainda, alguns textos publicados pelo autor servirão de base para a proposta aqui presente.

Palavras-chave


Guimarães Rosa; Perspectivismo Ameríndio; Performance; Grande Sertão: Veredas; Cultura indígena.

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DOI: https://doi.org/10.22456/1981-4526.43375

Revista Nau Literária | ISSN 1981-4526 | Universidade Federal do Rio Grande do Sul